Abaixo o “líder de cadeira”

O árduo trabalho de debelar os efeitos de uma crise deve levar em conta, principalmente, a relação entre empresa e cliente, com base no ganha-ganha. O cliente não pode se sentir sozinho diante de algum problema relacionado a um produto ou serviço. Por outro lado, deve-se lutar para preservar a credibilidade, a reputação, algo que não seja pontual, mas de longo prazo. Isso é necessário para se proteger um importante ativo da empresa, que é a sua marca. Muitas vezes, diante dos grandes desafios impostos, esquece-se dos detalhes, que, quando não são devidamente administrados, podem resultar em efeito cascata, com abalos bem maiores do que o esperado.

No entanto, quanto mais o cenário parecer nebuloso e incerto, maior a importância de se apontar a direção, oferecer ferramentas e meios adequados e promover uma comunicação aberta e transparente. Preocupante mesmo é quando se tem gente com muita opinião, pouco esclarecimento e pouca direção. Por isso, quem lidera os processos tem de ter uma diretriz muito clara, estabelecida pela empresa. Só a partir disso terá capacidade de se comunicar eficazmente, permitindo que se siga o fluxo normal e mais apropriado.  

O que não tem mais vez nestes dias é o “líder de cadeira”. Aliás, já era um perfil que vinha mudando e hoje, certamente, perdeu o seu lugar. Ficar sentado no escritório, alheio ao que realmente acontece com a empresa e com o time, mostra-se fora de questão. É preciso estar próximo, ouvindo opiniões, e envolvido, não só como um elemento direcionador, mas também junto à execução. Se o cliente vem até você, não importa qual o seu lugar na estrutura, você tem de estar capacitado e ter um pensamento rápido para dar uma resposta satisfatória no tempo adequado. E, independentemente de se estar trabalhando à distância ou não, é preciso gostar de gente. Não adianta ter um conjunto de qualidades técnicas e não ter esta habilidade comportamental, que é algo que não pode ser de forma mascarada, mas fluir naturalmente, do fundo do coração. Isso porque não se deve menosprezar a inteligência dos clientes e dos liderados, que sabem muito bem distinguir o verdadeiro do falso.

Link do e-Book https://online.flippingbook.com/view/979604/

Coautor do Livro Reflexos da Pandemia LEANDRO VIACELI – Experiência: Executivo Sênior da área tecnológica de Serviços de Saúde, com passagens pelos laboratórios Eli Lilly, Merck Sharp & Dohme e Lundbeck, e nos últimos 3,5 anos, foi o líder no Brasil do startup da Align Technology.

Editora Global Partners

Compartilhar:

Share on facebook
Share on linkedin
Share on twitter
Share on email
Share on whatsapp

DESTAQUES

Bilionário indiano faz postagem reconhecendo o trabalho invisível das mulheres e viraliza
Tempos sem precedentes exigem uma liderança sem precedentes
Digitalização impulsiona a nova cara do envolvimento
Felicidade