Executivas dizem que esporte ajuda a acelerar potencial de carreira.

Em uma pesquisa publicada pela EY Women Athletes Business Network (rede das atletas executivas da EY) e pela plataforma de notícias espnW, a maioria das mulheres executivas pesquisadas disseram que a experiência esportiva ajuda a acelerar o potencial da carreira e a liderança feminina, além de influenciar positivamente as decisões de contratação.

Noventa e quatro por cento das respondentes praticavam algum tipo de esporte, e 74% concordaram que um background esportivo pode ajudar a acelerar o desenvolvimento de liderança e o potencial de crescimento na carreira da mulher. Cerca de dois terços (61%) disseram que o envolvimento passado com a prática esportiva contribuiu para o sucesso presente em suas carreiras e que a experiência com esportes tem influência positiva mesmo em suas decisões de contratação, com 67% afirmando que esse tipo de background conta como ponto positivo na hora de contratar alguém.

Em particular, as mulheres que ocupam os cargos de diretoria têm um forte histórico de conquistas esportivas. A análise do estudo dividiu as respostas em dois campos – diretoria e outros níveis –, o que revelou:

A maioria (52%) das executivas de cargos de diretoria praticaram esportes na universidade, ante 39% das de outros níveis gerenciais;

Apenas 3% das executivas de cargos de diretoria não haviam praticado esporte algum, característica verificada em 9% das profissionais de outros níveis gerenciais;

Executivas de cargos de diretoria estão mais propensas que a média a dizer que o background em esportes de um candidato influencia sua decisão na contratação: 75% contra 58% no geral. Elas se atêm especialmente à disciplina que tal background proporciona;

Executivas de cargos de diretoria percebem que sua competitividade tem sido um fator de destaque em suas carreiras, mais que as executivas mais juniores: 37% a citam como fator chave, ao passo que as de níveis gerenciais mais baixos somaram 26%;

Executivas de cargos de diretoria estão mais propensas a pensar que mulheres que praticaram esportes se tornam melhores profissionais: 77%, ante 64% de outros cargos.

O relatório da pesquisa, “Fazendo a conexão: mulheres, esporte e liderança”, baseado em um estudo global on-line com 400 mulheres executivas, foi conduzido pela Longitude Research na Europa, nas Américas e na Ásia-Pacífico, sendo que os países que mais responderam foram Brasil, Canadá, China, Reino Unido e Estados Unidos. A maioria (49%) ocupava cargos de diretoria ou conselho. As demais (51%) estavam em outras posições gerenciais.

Por Edson Valente, Valor

Editora Global Partners

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