{"id":4976,"date":"2023-07-07T22:58:44","date_gmt":"2023-07-08T01:58:44","guid":{"rendered":"https:\/\/editoragp.com.br\/?p=4976"},"modified":"2023-07-23T00:00:10","modified_gmt":"2023-07-23T03:00:10","slug":"adriana-alencar-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoragp.com.br\/?p=4976","title":{"rendered":"<strong>Adriana Alencar<\/strong>"},"content":{"rendered":"\n<p><strong>Vice-presidente de Recursos Humanos na&nbsp; Mosaic Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Nome completo:<strong> Adriana Alencar<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nacionalidade: <strong>Brasileira<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Forma\u00e7\u00e3o: <strong>Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ocupa\u00e7\u00e3o: <strong>Vice-presidente de Recursos Humanos na Mosaic Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Adriana Alencar \u00e9 atualmente Vice-presidente de Recursos Humanos na Mosaic Brasil. Reconhecida por sua expertise em lideran\u00e7a e gest\u00e3o de pessoas, ela nasceu em S\u00e3o Paulo e desenvolveu habilidades no trato com indiv\u00edduos desde cedo.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Com forma\u00e7\u00e3o em Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, Adriana atuou em empresas renomadas como Promon Engenharia e ABB.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Na Mosaic Fertilizantes, onde ingressou em 2003, teve papel fundamental na integra\u00e7\u00e3o ap\u00f3s aquisi\u00e7\u00e3o, liderando transforma\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas de RH.<\/p>\n\n\n\n<p>Sua hist\u00f3ria foi publicada na Coluna Hist\u00f3rias de sucesso da Exame.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/exame.com\/colunistas\/historias-de-sucesso\/o-autoconhecimento-estimula-o-crescimento-individual-e-o-desempenho-das-organizacoes\/\">https:\/\/exame.com\/colunistas\/historias-de-sucesso\/o-autoconhecimento-estimula-o-crescimento-individual-e-o-desempenho-das-organizacoes\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n\n\n\n<p>Link do livro: <\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-amazon wp-block-embed-amazon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hist\u00f3rias de sucesso Vol.9: L\u00edderes inspiradores\" type=\"text\/html\" width=\"800\" height=\"550\" frameborder=\"0\" allowfullscreen style=\"max-width:100%\" src=\"https:\/\/ler.amazon.com.br\/kp\/card?preview=inline&#038;linkCode=kpd&#038;ref_=k4w_oembed_IyuJdt8nQ7bjEz&#038;asin=B0C8PSCHRT&#038;tag=kpembed-20\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p><strong>O autoconhecimento estimula o crescimento individual e o desempenho das organiza\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 curioso observar que muitas das caracter\u00edsticas que nos destacam profissionalmente, j\u00e1 est\u00e3o presentes desde a inf\u00e2ncia. Olhando para tr\u00e1s, percebo, hoje, que desde pequena eu j\u00e1 apresentava aptid\u00e3o para lidar com pessoas \u2013 provavelmente um dos principais alicerces na minha trajet\u00f3ria pessoal e profissional. \u00c9 uma habilidade praticamente inata, mas n\u00e3o o suficiente, claro, para garantir o avan\u00e7o na minha carreira, j\u00e1 que foram necess\u00e1rios, tamb\u00e9m, muito foco, determina\u00e7\u00e3o, humildade e autoconhecimento. Desta forma, tracei o caminho que me conduziu \u00e0 lideran\u00e7a de uma grande empresa, como vice-presidente de Recursos Humanos da Mosaic Fertilizantes, onde atuo desde 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>O fato de eu ter nascido em S\u00e3o Paulo, com uma estrutura tradicional, sendo a \u00fanica mulher em uma fam\u00edlia composta por um irm\u00e3o e cinco primos, explica, tamb\u00e9m, sobre as minhas escolhas na carreira e sobre o meu hist\u00f3rico curricular de estudar por 13 anos no <strong>Col\u00e9gio Marista Arquidiocesano,<\/strong> que apesar de ser uma escola prestigiada e excelente, amparava-se em uma estrutura conservadora. Na escolha da profiss\u00e3o, havia o desejo dos meus pais por uma carreira, do ponto de vista deles, com um vi\u00e9s mais \u201cfeminino\u201d. Prestei vestibular para Secretariado e para Letras, mas optei por cursar Psicologia, uma ci\u00eancia que me agradava muito, e uma escolha menos tradicional.<\/p>\n\n\n\n<p>Fiz parte da primeira turma do curso da <strong>Universidade Presbiteriana Mackenzie<\/strong>, em 1990. Por inaugurar essa gradua\u00e7\u00e3o, os alunos descobriram a forma\u00e7\u00e3o juntos \u00e0 pr\u00f3pria institui\u00e7\u00e3o, assim como algumas novas tend\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p>Desde o in\u00edcio do curso de Psicologia, eu me interessei pela \u00e1rea organizacional. A fim de come\u00e7ar a lidar com a \u00e1rea de Treinamento e a de Desenvolvimento, atuei como professora de ingl\u00eas na escola <strong>Staff<\/strong>, auxiliando desde as crian\u00e7as, que nem sequer eram alfabetizadas, at\u00e9 os adultos. Essa experi\u00eancia me agradou muito, e contribuiu para me desenvolver ainda mais dentro do curso.<\/p>\n\n\n\n<p>Ainda durante a gradua\u00e7\u00e3o, fiz diversos est\u00e1gios na \u00e1rea da minha escolha, mas a experi\u00eancia mais marcante neste per\u00edodo foi a da <strong>White Martins<\/strong>, na \u00e1rea de Recrutamento, Sele\u00e7\u00e3o e Treinamento. E, assim, comecei nos Recursos Humanos. No final do est\u00e1gio, uma das minhas supervisoras saiu de licen\u00e7a-maternidade, e eu a substitu\u00ed. Tenho consci\u00eancia, hoje, que ter assumido essa responsabilidade t\u00e3o cedo foi um diferencial que contribuiu ainda mais para a minha forma\u00e7\u00e3o e para aprender a encarar desafios.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O desenvolvimento organizacional<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Depois de me formar, a vida novamente tentou me direcionar para o Secretariado. Na White Martins, a fim de ser contratada para uma \u00e1rea almejada, era necess\u00e1rio ter a posi\u00e7\u00e3o em aberto, e naquela \u00e9poca, a vaga dispon\u00edvel era de secret\u00e1ria do diretor de RH \u2013 que eles gostariam que eu aceitasse, at\u00e9 a possibilidade de migrar para a minha \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o. Mas eu preferi buscar outras oportunidades dentro da minha forma\u00e7\u00e3o, assim surgiu a proposta da <strong>Promon Engenharia<\/strong>, em 1995.<\/p>\n\n\n\n<p>Comecei na \u00e1rea de Sele\u00e7\u00e3o e, quando sa\u00ed, depois de quase cinco anos, atuava em desenvolvimento e em consultoria interna. A Promon \u00e9 uma companhia interessante, porque tem os funcion\u00e1rios como acionistas, sendo o que realmente impacta na cultura interna, e pude vivenciar, claramente, esses valores. Dessa maneira, contribuiu para o meu desenvolvimento profissional, principalmente, o fato de me sentir \u201cdona\u201d da empresa, logo trabalhando com prop\u00f3sitos. Foi uma experi\u00eancia t\u00e3o rica que mesmo sem ter a\u00e7\u00f5es das outras empresas que trabalhei, eu levava comigo esse conceito de pertencimento e de \u201csentimento de dono\u201d adiante.<\/p>\n\n\n\n<p>Nessa \u00e9poca, cursei psicodrama aplicado \u00e0s organiza\u00e7\u00f5es na Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psicodrama e Sociodrama <strong>(ABPS)<\/strong>. Uma excelente e diferenciada forma\u00e7\u00e3o, pois sempre gostei de trabalhar com grupos, e isso me conferiu mais seguran\u00e7a para efetuar a leitura do coletivo, al\u00e9m de auxiliar na minha forma\u00e7\u00e3o em Recursos Humanos.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 1999, fui convidada para trabalhar na ABB, como <em>business partner<\/em> de uma unidade de neg\u00f3cios \u2013 uma viv\u00eancia nova para mim. Ent\u00e3o, tive que lidar com uma situa\u00e7\u00e3o interessante: eu trabalhava em Guarulhos e morava na Vila Mariana, percorria, diariamente, 40 quil\u00f4metros na ida e na volta do trabalho. Ap\u00f3s seis meses na empresa, surgiu uma proposta de uma empresa localizada ao lado da minha casa, logo senti vontade de pedir demiss\u00e3o. Assim, falei sobre isso com o meu diretor, e ele disse que eu tinha muito para crescer na organiza\u00e7\u00e3o. Acreditei na proposta e ap\u00f3s quatro meses fui promovida \u00e0 coordenadora da \u00e1rea.<\/p>\n\n\n\n<p>Um ano depois, fui para a \u00e1rea corporativa, como gerente de Desenvolvimento Organizacional. A partir disto, comecei a ter a vis\u00e3o, que \u00e9 muito importante para mim, de trabalhar o RH com o neg\u00f3cio \u2013 n\u00e3o como um departamento de processo separado \u2013, ou seja, que desenvolve estrat\u00e9gias junto \u00e0 tomada de decis\u00e3o, e que agrega valor de uma forma diferenciada. A ABB passou por algumas mudan\u00e7as, e voltei para a \u00e1rea de Neg\u00f3cios em Guarulhos. Lembro-me com muito carinho dessa fase, que me proporcionou um desenvolvimento de carreira r\u00e1pido.<\/p>\n\n\n\n<p>Estava em um momento est\u00e1vel, pensando em engravidar, quando a <strong>Cargill Fertilizantes<\/strong> fezuma proposta muito interessante de ser Gerente BP, e reportar ao l\u00edder da unidade de neg\u00f3cio no Brasil, um canadense. Dessa forma, a proposta estava de acordo com a minha cren\u00e7a, que era de ter o RH como parte da estrat\u00e9gia da empresa. Assim, aceitei a oferta em junho de 2003.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu era a \u00fanica pessoa de RH na Cargill, com a estrutura de <em>business partner<\/em>, distribu\u00edda pelas unidades de neg\u00f3cios e de servi\u00e7os, que eram prestados por um centro compartilhado. Quando tinha um ano e meio nesta posi\u00e7\u00e3o, tive uma experi\u00eancia de um grande crescimento profissional. A Cargill realizou uma aquisi\u00e7\u00e3o, e se tornou a <strong>Mosaic <\/strong>\u2013 que desde 2018 \u00e9 a Mosaic Fertilizantes.<\/p>\n\n\n\n<p>Comecei a participar ativamente dessas mudan\u00e7as. Inicialmente, a Cargill ainda era acionista, e eu tinha que montar a minha estrutura e a minha estrat\u00e9gia de RH, porque j\u00e1 era uma empresa independente. Depois de um tempo, fizemos a separa\u00e7\u00e3o completa da Cargill, com v\u00e1rias transforma\u00e7\u00f5es e aquisi\u00e7\u00f5es nesse per\u00edodo, as quais participei ativamente, e que me permitiram subir mais degraus na carreira, at\u00e9 chegar ao cargo de vice-presidente de Recursos Humanos, em janeiro de 2018.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Prop\u00f3sitos e decis\u00f5es em conjunto<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Um momento que mudou a minha vis\u00e3o de carreira foi a chegada do meu filho, Nicolas, quando j\u00e1 estava h\u00e1 algum tempo na Mosaic. Foi um fato maravilhoso e muito importante para revisitar muitos valores, como a carga de trabalho, de lideran\u00e7a, de empatia e de assumir uma s\u00e9rie de atribui\u00e7\u00f5es e de percep\u00e7\u00f5es que me fizeram mudar bastante.<\/p>\n\n\n\n<p>Tenho um perfil de implantar a\u00e7\u00f5es construtivas dentro da empresa, por meio do esfor\u00e7o coletivo. Uma das experi\u00eancias mais interessantes que participei foi quando a<strong> Mosaic Fertilizantes<\/strong>, commil e quinhentos funcion\u00e1rios, adquiriu a <strong>Vale Fertilizantes<\/strong>, com mais nove mil profissionais. Tivemos um momento de transforma\u00e7\u00e3o e de integra\u00e7\u00e3o das empresas, e eu n\u00e3o sabia qual seria a minha posi\u00e7\u00e3o na estrutura, mas sabia que precisava construir e definir os prop\u00f3sitos dessa nova empresa e, tamb\u00e9m, com as lideran\u00e7as novas.<\/p>\n\n\n\n<p>No primeiro dia da integra\u00e7\u00e3o, todos os funcion\u00e1rios j\u00e1 sabiam a quem se reportariam, e desenhamos todo o modelo de RH pelo qual dever\u00edamos atuar. De imediato, meu time foi de 15 para 100 pessoas, e atravessamos uma nova fase, buscando sinergia, para que o neg\u00f3cio se tornasse lucrativo, produtivo, eficiente, devolvendo o investimento feito. Em dois anos cont\u00e1vamos com cerca de sete mil funcion\u00e1rios, resultado de uma reestrutura\u00e7\u00e3o grande e bem-sucedida. Todo o processo embasado na transpar\u00eancia, no foco, no resultado e em muito respeito entre todas as partes envolvidas. Esses foram os pilares que a lideran\u00e7a alinhou para conduzir a transi\u00e7\u00e3o. Considero um sucesso ter conseguido construir tudo isso junto aos meus pares de neg\u00f3cio, nas tomadas de decis\u00f5es em conjunto \u2013 baseado na minha vis\u00e3o de construir um RH que agregue valor, abarcando parte da estrat\u00e9gia.<\/p>\n\n\n\n<p>A aquisi\u00e7\u00e3o da Vale foi um momento desafiador na minha carreira, sendo respons\u00e1vel, de uma hora para outra, por sete mil e oito mil pessoas, um n\u00famero muito maior de funcion\u00e1rios, o que trouxe \u00e0 tona diversos questionamentos. Foi importante em termos de autorreflex\u00e3o e de desenvolvimento: quais seriam os atributos, as caracter\u00edsticas de conhecimento que precisariam adquirir para performar em uma posi\u00e7\u00e3o de maior complexidade da empresa?<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, sinalizou um per\u00edodo de mais clareza e de honestidade comigo mesma, ao verificar meus pontos fortes e quais habilidades precisava melhorar. O meu lado de estrat\u00e9gia, de neg\u00f3cio e de finan\u00e7as precisou ser aprofundado. E eu tinha d\u00favidas se iria querer, gostar, ou de como seria a minha carreira a partir dessa mudan\u00e7a. Muitas d\u00favidas apareceram, mas fizeram muito sentido para mim, e eu encontrei as respostas para chegar na posi\u00e7\u00e3o em que estou.<\/p>\n\n\n\n<p>Eu consigo atuar com o que tenho de pontos fortes: trabalhar com pessoas, com comportamento, com desenvolvimento organizacional, e tamb\u00e9m atuar no posicionamento de neg\u00f3cio, estrat\u00e9gia e resultado. Foi interessante viver isso e entender minhas qualidades, de forma que os funcion\u00e1rios tamb\u00e9m puderam vivenciar esse processo.<\/p>\n\n\n\n<p><a><\/a>Poder contar com o apoio de pessoas que contribuam com o seu desenvolvimento \u00e9 primordial, e isso n\u00e3o se aplica somente aos profissionais do mercado. Uma pessoa que me acompanhou desde sempre \u00e9 a Neusa Duarte, que come\u00e7ou comigo no mesmo dia na Promon. Atualmente, ela \u00e9 diretora de RH da Cargill, e ainda \u00e9 minha mentora \u2013 temos nossos momentos de discuss\u00e3o, realinhamento e trocas. Al\u00e9m da Cinthia Galletti, que conheci na faculdade, e tenho grande admira\u00e7\u00e3o pela abordagem social que inspira na sua atua\u00e7\u00e3o em RH. Do ponto de vista pessoal, destaco a influ\u00eancia positiva da psicoterapeuta Lilian Rukopf, que me ajudou no processo de autoconhecimento. Eu considero fundamental esse processo para um comportamento transparente e imparcial. Considero as duas como minhas \u201cgurus\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Autoconhecimento e empatia na pr\u00e1tica<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Existem armadilhas muito f\u00e1ceis de o executivo cair: a autoexig\u00eancia e a falta de humildade. \u00c9 muito cr\u00edtico achar que se pode definir tudo. \u00c9 preciso ter clareza dos seus pontos fracos, saber dizer \u201cn\u00e3o sei, preciso de ajuda\u201d, para constante aprendizado. Sim, eu tive momentos de acomoda\u00e7\u00e3o numa posi\u00e7\u00e3o em determinado momento. Por\u00e9m, a tecnologia atropela voc\u00ea, e o neg\u00f3cio muda. O profissional deve estar atento aos novos conhecimentos disponibilizados, e busc\u00e1-los a todo instante. Contudo, nada disso adianta se outros aspectos n\u00e3o forem notados, especialmente o pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>O executivo que cede \u00e0 autoexig\u00eancia, aquele que jamais permite dar margem para alguma vulnerabilidade, que despreza a humildade, estar\u00e1 fadado a seguir a sua jornada sozinho. O cen\u00e1rio de hoje est\u00e1 pautado em cultivar rela\u00e7\u00f5es e constru\u00e7\u00f5es de pontes entre os indiv\u00edduos, e considero muito cr\u00edtico quando algu\u00e9m deixa de operar em conjunto.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, com este ambiente complexo, cada vez mais a comunica\u00e7\u00e3o \u00e9 fundamental \u2013 sempre foi, ali\u00e1s. Num mundo virtual, em que os algoritmos definem tudo, \u00e9 preciso valorizar o ser humano e priorizar o engajamento, realmente se conectar com a pessoa quando est\u00e1 com ela, ter uma escuta ativa. Conseguir se colocar no lugar do outro. \u00c9 voc\u00ea se adaptar, e o ajudar a se adaptar \u00e0s situa\u00e7\u00f5es. Vejo dessa maneira o papel do l\u00edder daqui em diante.<\/p>\n\n\n\n<p>O l\u00edder \u00e9 esse facilitador, que consegue extrair o melhor das pessoas e do time. Sem pensar tanto em hierarquia, em poder, em caixinhas de \u00e1reas, mas sim definindo um prop\u00f3sito, uma vis\u00e3o, ouvindo e ajudando na adapta\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m abrindo espa\u00e7o para as pessoas conhecerem seus pr\u00f3prios prop\u00f3sitos, o motivo de \u201co que me faz querer ficar nessa organiza\u00e7\u00e3o\u201d, \u00e9 criar essa uni\u00e3o para que as pessoas queiram permanecer.<\/p>\n\n\n\n<p>A reten\u00e7\u00e3o de pessoas deve considerar em como criar uma conex\u00e3o entre a vis\u00e3o do neg\u00f3cio e o prop\u00f3sito individual, para que o trabalho tenha significado. \u00c9 o que faz as pessoas sentirem felizes todos os dias, participarem e prosperarem na organiza\u00e7\u00e3o. Esses s\u00e3o os diferenciais de um excelente l\u00edder.<\/p>\n\n\n\n<p>E assim, fa\u00e7o um gancho com a diversidade, essa capacidade de empatia, de ouvir, de flexibilizar, pois agindo dessa forma, tamb\u00e9m crio um ambiente seguro, para que todos possam ser quem s\u00e3o, com equidade. Essas pessoas trar\u00e3o inova\u00e7\u00e3o, resultados e se sentir\u00e3o realizadas, ou seja, condi\u00e7\u00f5es para estarem conectadas.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Disponibilidade de aprender sempre<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os aspectos t\u00e9cnicos s\u00e3o importantes, mas hoje h\u00e1 muita facilidade em conseguir desenvolver essas habilidades, por meio de cursos r\u00e1pidos, <em>softwares<\/em>, amparados por uma gama de ferramentas que amplificam a capacidade do profissional, em um mundo de constantes mudan\u00e7as. Ent\u00e3o, o profissional precisa ter a habilidade de conseguir aprender rapidamente \u2013 aqueles que alegam j\u00e1 conhecerem tudo n\u00e3o se encaixam ou n\u00e3o contribuem para a forma\u00e7\u00e3o de um time. A principal habilidade do profissional do futuro \u00e9 a compet\u00eancia de aprender r\u00e1pido e de aprender sempre.<\/p>\n\n\n\n<p>Cada vez mais, trabalhamos em times de projetos interdisciplinares, com a redu\u00e7\u00e3o de hierarquias, e que estimule a troca e a jun\u00e7\u00e3o de conhecimentos. Sempre haver\u00e1 momentos de trabalhos individuais, mas saber equilibrar os lados render\u00e1 resultados efetivos. Entretanto, sem foco nas prioridades torna-se invi\u00e1vel, porque estamos num mundo repleto de informa\u00e7\u00f5es, a velocidade dos acontecimentos \u00e9 cada vez maior \u2013 isso do ponto de vista pessoal e profissional \u2013, com tempestades de novos aprendizados, de novos projetos. Essa capacidade de realizar uma curadoria, de ter um foco faz-se importante. Adquire-se tamb\u00e9m do autoconhecimento.<\/p>\n\n\n\n<p>A Pandemia de Covid-19 exemplifica o qu\u00e3o intenso os acordos interpessoais se manifestam em diferentes contextos. No meu caso, resgatei experi\u00eancias do come\u00e7o da carreira, passando pelos pap\u00e9is que exer\u00e7o como m\u00e3e, profissional, amiga e filha. O grande aprendizado foi sobre os pap\u00e9is que a gente tem, os quais ficaram todos misturados, e o quanto foi dif\u00edcil equilibrar todas as situa\u00e7\u00f5es, ent\u00e3o pedir ajuda foi um enorme desafio, por\u00e9m necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Para a empresa foi muito importante esse ensinamento. At\u00e9 como um momento de adapta\u00e7\u00e3o podemos aceitar a flexibilidade de trabalho, de entrega, de ouvir quest\u00f5es, de quem precisa de suporte, e de aceitar que ningu\u00e9m tem \u201csuperpoderes\u201d. A Mosaic Fertilizantes possu\u00eda um vi\u00e9s mais conservador, de valorizar o trabalho presencial e, praticamente, de um dia para o outro, conseguimos colocar todos em casa com ferramentas \u2013 e isso aumentou a produtividade, superamos e antecipamos consideravelmente as nossas metas de sinergia. N\u00e3o registramos nenhum problema disciplinar, tivemos um desempenho superior e antecipamos o cumprimento de nossas metas de sinergia de tr\u00eas anos para um ano e meio. Foi uma grande li\u00e7\u00e3o em delegar e em confiar nesse novo modelo.<\/p>\n\n\n\n<p>O aprendizado ao longo da vida, que tanto se fala, \u00e9 essencial. Essa abertura para aprender, para buscar conhecimento e viv\u00eancias, e para arriscar-se. N\u00e3o estou falando s\u00f3 de cursos de capacita\u00e7\u00e3o, dessa parte dura, mas de buscar conhecimento, de fazer perguntas, de ser curioso, de conhecer pessoas, de descobrir novas \u00e1reas, novas tend\u00eancias. J\u00e1 fiz tar\u00f4, gosto de astrologia e quero me inteirar sempre acerca de culturas diferentes, de religi\u00f5es, expandindo o meu repert\u00f3rio. \u00c9 preciso estar aberto, tirar o vi\u00e9s do pr\u00e9-julgamento.<\/p>\n\n\n\n<p>Algo em que acredito muito, antes de tudo, \u00e9 o autoconhecimento. Comecei cedo nesse processo, n\u00e3o s\u00f3 pelo fato de ser psic\u00f3loga, mas por considerar relevante possuir essa base. Aposto na capacidade do ser integral e acredito que os jovens t\u00eam isso no DNA. A minha gera\u00e7\u00e3o foi aprendendo com o tempo. N\u00f3s somos um ser integral quando nos dedicamos ao trabalho, \u00e0 casa, ao social, ao espiritual, e posso me inserir nisso tudo, junto e misturado. Tenho esse conjunto, essa sabedoria, por onde eu for, tornando-me sempre uma vers\u00e3o melhor que eu posso ser.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Vice-presidente de Recursos Humanos na&nbsp; Mosaic Brasil Nome completo: Adriana Alencar Nacionalidade: Brasileira Forma\u00e7\u00e3o: Psicologia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie Ocupa\u00e7\u00e3o: Vice-presidente de Recursos Humanos na Mosaic Brasil Adriana Alencar \u00e9 atualmente Vice-presidente de Recursos Humanos na Mosaic Brasil. Reconhecida por sua expertise em lideran\u00e7a e gest\u00e3o de pessoas, ela nasceu em S\u00e3o Paulo e desenvolveu [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":9,"featured_media":5026,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[39],"tags":[],"class_list":["post-4976","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-historias-de-sucesso-vl-9"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/editoragp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4976","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/editoragp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/editoragp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoragp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/9"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoragp.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4976"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/editoragp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4976\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/editoragp.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5026"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/editoragp.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4976"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoragp.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4976"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/editoragp.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4976"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}