{"id":5046,"date":"2023-07-23T01:41:44","date_gmt":"2023-07-23T04:41:44","guid":{"rendered":"https:\/\/editoragp.com.br\/?p=5046"},"modified":"2023-07-23T01:47:55","modified_gmt":"2023-07-23T04:47:55","slug":"henrique-joji-sei","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoragp.com.br\/?p=5046","title":{"rendered":"Henrique Joji Sei"},"content":{"rendered":"\n<p>Nome completo: <strong>Henrique Joji Sei<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Nacionalidade: <strong>Brasileiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Forma\u00e7\u00e3o: <strong>Arquitetura e Urbanismo pela FAUUSP<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ocupa\u00e7\u00e3o: <strong>CEO na Epson do Brasil<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Henrique Joji Sei, CEO na Epson do Brasil, \u00e9 um executivo brasileiro de origem japonesa nascido em 19 de julho de 1970 em S\u00e3o Paulo. Com uma trajet\u00f3ria marcada por empreendedorismo desde jovem, ele acumula experi\u00eancias em design, tecnologia e inova\u00e7\u00e3o. Sua carreira inclui passagens pela Dell e G4S, onde reestruturou opera\u00e7\u00f5es e promoveu a inclus\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Seu legado \u00e9 construir um mundo melhor, mantendo-se adapt\u00e1vel e conectado \u00e0s mudan\u00e7as.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-embed is-type-rich is-provider-amazon wp-block-embed-amazon\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Hist\u00f3rias de sucesso Vol.9: L\u00edderes inspiradores\" type=\"text\/html\" width=\"800\" height=\"550\" frameborder=\"0\" allowfullscreen style=\"max-width:100%\" src=\"https:\/\/ler.amazon.com.br\/kp\/card?preview=inline&#038;linkCode=kpd&#038;ref_=k4w_oembed_zuEgcQsPiAfjwr&#038;asin=B0C8PSCHRT&#038;tag=kpembed-20\"><\/iframe>\n<\/div><\/figure>\n\n\n\n<p>Hist\u00f3ria publicada na revista Exame :<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/exame.com\/colunistas\/historias-de-sucesso\/sonhe-sim-mas-planeje-e-execute-seu-plano-por-meio-de-uma-estrategia-solida\/\">https:\/\/exame.com\/colunistas\/historias-de-sucesso\/sonhe-sim-mas-planeje-e-execute-seu-plano-por-meio-de-uma-estrategia-solida\/<\/a><\/p>\n\n\n\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Sonhe, sim, mas planeje e execute seu plano por meio de uma estrat\u00e9gia s\u00f3lida&nbsp;&nbsp;<\/h1>\n\n\n\n<p>Na coluna desta semana, conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de Henrique Joji Sei, CEO na Epson do Brasil<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/exame.com\/colunistas\/historias-de-sucesso\/ultimas-noticias\/\">Hist\u00f3rias de sucesso<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Publicado em&nbsp;29 de dezembro de 2022 \u00e0s,&nbsp;10h56.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Fabiana Monteiro&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A edifica\u00e7\u00e3o da minha carreira sempre foi permeada pela busca de novos desafios, pela constante evolu\u00e7\u00e3o pessoal e profissional e, principalmente, muito foco em fazer de forma correta. Ao longo de mais de vinte anos de trajet\u00f3ria profissional, tive o privil\u00e9gio de transitar entre diversos segmentos do universo corporativo, permitindo-me amealhar conhecimentos distintos, amplificando o meu repert\u00f3rio de habilidades com intera\u00e7\u00f5es culturais variadas. Essa conjun\u00e7\u00e3o de fatores e o meu perfil multidisciplinar pavimentaram a base para que eu me tornasse um l\u00edder de sucesso, no momento, como CEO da Epson do Brasil.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Nasci em 19 de julho de 1970, em S\u00e3o Paulo, oriundo de uma fam\u00edlia japonesa, sendo que meu pai, Fujio Sei, trabalhava na \u00e1rea de seguros, enquanto a minha m\u00e3e, Mieko Sei, era profissional liberal de vendas. Considero que adquiri um pouco desse \u201cesp\u00edrito empreendedor\u201d, justamente, por causa da ocupa\u00e7\u00e3o de ambos, embora tenha iniciado minha jornada, instigado pelas minhas pr\u00f3prias decis\u00f5es, inquietude e curiosidade.\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>Meus pais me ensinaram muito sobre valores, e real\u00e7avam constantemente que jamais faltaria comida e livros dentro de casa. Roupa da moda e outros itens sup\u00e9rfluos passavam longe de representar algo primordial em minha forma\u00e7\u00e3o, mas o foco em educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e princ\u00edpios sempre fora garantido.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Desde jovem, com cerca de 13 anos, j\u00e1 trabalhava \u2013 comecei manuseando engradados em supermercados, dediquei minhas f\u00e9rias em uma planta\u00e7\u00e3o de flores, criei e vendi artigos em&nbsp;<em>silk screen<\/em>, e at\u00e9 me aventurei vendendo cosm\u00e9ticos. Ou seja, envolvi-me em atividades, geralmente, voltadas para o com\u00e9rcio, colocando em pr\u00e1tica o sonho de empreender, como forma de validar os meus desejos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Algo relevante em meu processo de desenvolvimento inclui o fato de ter sido escoteiro. Esta experi\u00eancia ajudou no molde do meu perfil em diversas \u00e1reas, como aprender a lidar com hierarquia, desenvolver estrat\u00e9gias para trabalhar em equipe, respeitando a diversidade e as limita\u00e7\u00f5es de cada um, al\u00e9m de ajudar o pr\u00f3ximo em toda e qualquer ocasi\u00e3o.\u00a0\u00a0<\/p>\n\n\n\n<p>A partir de determinada etapa da vida, como sempre gostei de arte, de desenhar, considerei prestar vestibular para Arquitetura. Poderia n\u00e3o somente trabalhar na profiss\u00e3o, mas tamb\u00e9m expandir os conhecimentos assimilados no curso para outras ocupa\u00e7\u00f5es, como planejamento urbano e&nbsp;<em>design<\/em>&nbsp;de produtos. Sendo assim, ingressei na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), para estudar na prestigiada Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU), por\u00e9m por quest\u00f5es familiares, tranquei a faculdade momentaneamente, e parti com destino ao Jap\u00e3o, para trabalhar. Na terra dos meus antepassados, atuei como soldador el\u00e9trico, produzindo caixas de metal para transportar pe\u00e7as de autom\u00f3vel da Toyota. Foram dois anos bem interessantes, pois, obviamente, com esta experi\u00eancia no exterior, pude exercitar o idioma japon\u00eas, al\u00e9m de todos os benef\u00edcios cultivados com o interc\u00e2mbio cultural.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O in\u00edcio da jornada com \u00eanfase na Tecnologia e no Design&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Todavia, coloquei em pr\u00e1tica o plano de regressar ao Brasil para retomar o curso de Arquitetura, mas isso exigia a demanda de tempo integral, ao passo que, neste \u00ednterim, havia come\u00e7ado a estagiar em uma gr\u00e1fica. Considerei a experi\u00eancia muito singular e, assim, reprogramei a minha rota para estudar Design Industrial na Faculdade de Belas Artes, em que graduei em 2000.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Assevero que no segmento de design, iniciei de fato a minha trajet\u00f3ria profissional. Nesta empresa, implementei o Departamento de Editora\u00e7\u00e3o Eletr\u00f4nica \u2013 pensava em n\u00e3o somente vender o produto, mas tamb\u00e9m cuidar das etapas pertinentes ao design, \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de logotipos, ao cuidado com a identidade visual da marca. Como estava comprometido com tais demandas, assim me envolvi bastante com os provedores das ferramentas do setor, como Apple, Photoshop, PageMaker,&nbsp;QuarkXPress&nbsp;e Illustrator, dentre outros. Essas rela\u00e7\u00f5es me proporcionaram a abertura de portas significativas, considerando que os pr\u00f3prios fabricantes solicitavam a minha presen\u00e7a para palestrar em feiras e em mostras do mercado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ap\u00f3s quatro anos nesta gr\u00e1fica, uma multinacional chegou ao mercado brasileiro para vender computadores por cat\u00e1logo, algo bastante inovador na \u00e9poca. Sendo assim, erigimos uma estrutura a qual imprim\u00edamos e distribu\u00edamos um milh\u00e3o e duzentos mil cat\u00e1logos gratuitos mensais, para vendas por telefone. De imediato, fui considerado como uma boa op\u00e7\u00e3o para administrar essa iniciativa, por ser um amplo conhecedor de tecnologia, marketing e ter vasta experi\u00eancia no setor gr\u00e1fico.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em menos de um ano, come\u00e7amos a faturar aproximadamente US$ 400 mil mensais, uma fortuna naquele momento. Mas a corpora\u00e7\u00e3o resolveu deixar o Brasil. Friso como as rela\u00e7\u00f5es s\u00e3o fundamentais e utilizo de exemplo o fato de ter recebido ofertas de emprego de quatro grandes clientes logo que isso ocorreu: uma ag\u00eancia de publicidade, uma gr\u00e1fica, um fabricante e a Editora Abril que era um dos nossos maiores clientes. Amparado por essa conex\u00e3o e o anseio de trabalhar numa grande empresa nacional, aceitei o desafio da Editora Abril, em 1998, e fui para a \u00e1rea de tecnologia na revista&nbsp;<em>Veja<\/em>, sendo o respons\u00e1vel pelo parque de Macintosh Apple, al\u00e9m de cuidar das ferramentas de editora\u00e7\u00e3o da publica\u00e7\u00e3o. Esse foi o primeiro grande ciclo da minha vida, englobando tecnologia, design e setor gr\u00e1fico.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O valor de saber se adaptar e incorporar culturas distintas&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O meu perfil, permeado de inquietude, conduziu-me a outro patamar, o qual almejava integrar uma organiza\u00e7\u00e3o de porte multinacional. Assim, o segundo ciclo profissional se deu na Gradiente, companhia nacional e familiar, que estava iniciando uma parceria com a poderosa Nokia.<strong>&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Esta parceria me propiciou esse contato internacional, porque gerenciava uma unidade de neg\u00f3cios voltada ao aluguel de celulares no exterior e cobran\u00e7a no Brasil, numa \u00e9poca em que o&nbsp;<em>roaming<\/em>&nbsp;internacional ainda n\u00e3o era prioridade para as operadoras. Precisei viajar e estabelecer negocia\u00e7\u00f5es na Fran\u00e7a, It\u00e1lia, Alemanha e Estados Unidos, para aumentar a efici\u00eancia e para ampliar o neg\u00f3cio. O objetivo era gerar o m\u00e1ximo de resultado poss\u00edvel, antes que as operadoras resolvessem ampliar sua oferta de servi\u00e7os.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 preparado para dar um \u201csalto na carreira\u201d, comecei a buscar novas possibilidades, e foi neste per\u00edodo que a Dell desembarcou no Brasil. Dentro dessa magn\u00edfica empresa, constru\u00ed uma bela carreira de 15 anos, a partir de mar\u00e7o de 2001, iniciando como gerente de vendas e fechando o meu ciclo j\u00e1 na condi\u00e7\u00e3o de Diretor de Solu\u00e7\u00f5es Latam, em 2015.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Exerci nove fun\u00e7\u00f5es em \u00e1reas diferentes dentro da corpora\u00e7\u00e3o, sempre tendo em vista aumentar meu portf\u00f3lio de conhecimentos para poder almejar uma fun\u00e7\u00e3o de\u202fChief Experience Officer (CXO). Para a empresa, eles buscavam um profissional que pudesse consertar uma \u00e1rea que n\u00e3o estava funcionando, identificar oportunidades de melhoria, implementar mudan\u00e7as significativas, preparar a \u00e1rea para o crescimento e redirecionar o foco para o cliente, e n\u00e3o apenas nos processos internos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Segui adiante e, nesse processo, destaco como o meu terceiro grande ciclo o momento que, enfim, decidi dar uma guinada vigorosa na carreira. Ap\u00f3s 15 anos de muito sucesso, considerei positivo me movimentar, migrando para a \u00e1rea de servi\u00e7os, ambicionando conhecer um novo segmento. Embasado nessa estrat\u00e9gia, rumei em novembro de 2015 para a G4S, empresa do ramo de seguran\u00e7a privada, de capital aberto, com 400 mil funcion\u00e1rios, atuante em 113 pa\u00edses. Trata-se de uma institui\u00e7\u00e3o que cresceu a partir da aquisi\u00e7\u00e3o de outras companhias, compondo um conglomerado de empresas. Logo, assumi o cargo de COO e CCO Am\u00e9rica Latina, com o objetivo de criar a cultura, a governan\u00e7a e os processos de uma empresa globalizada, reestruturando a \u00e1rea comercial e de opera\u00e7\u00f5es, que contava com mais de 75 mil funcion\u00e1rios, espalhados em 23 pa\u00edses.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ademais, precis\u00e1vamos pensar no futuro e, pelas minhas experi\u00eancias anteriores, expandimos a \u00e1rea de tecnologia, agregando inova\u00e7\u00f5es, solu\u00e7\u00f5es de monitoramento e seguran\u00e7a e novas abordagens num segmento bastante acostumado a trabalhar apenas com \u201choras-homem\u201d.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O trabalho realizado na Am\u00e9rica Latina surtiu efeito, portanto, o&nbsp;<em>headquarter&nbsp;<\/em>decidiu criar um modelo \u00fanico que funcionasse no mundo inteiro, para uma opera\u00e7\u00e3o com mil e duzentos ou cento e vinte mil guardas. Fui designado para desenvolver esse trabalho, alocado em Londres, e meu grande \u00eaxito foi o de ter conseguido desenhar este modelo e o de implementar em alguns pa\u00edses em tempo recorde. Estava na matriz, considerado algo marcante, principalmente por poder atuar ao lado do CEO global e de todo o&nbsp;<em>board<\/em>&nbsp;da companhia, alinhado com as quatro regi\u00f5es do mundo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Como fruto desse&nbsp;<em>case<\/em>&nbsp;bem-sucedido, era incumbido de implementar o mesmo formato em outros setores, incluindo Comercial, Recursos Humanos, Opera\u00e7\u00e3o de Transportes e Valores, al\u00e9m da \u00e1rea de Finan\u00e7as. Neste per\u00edodo, foi detectado um problema no Chile, e aceitei ser transferido com a miss\u00e3o de dirimir as falhas, retomando tamb\u00e9m a \u00e1rea comercial de toda a Am\u00e9rica Latina.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em Londres, onde permaneci durante um ano, a minha fam\u00edlia me acompanhou, mas na opera\u00e7\u00e3o chilena fui sozinho \u2013 um grande desafio pessoal. N\u00e3o foi algo f\u00e1cil, com manifesta\u00e7\u00f5es populares de cunho pol\u00edtico e social ocorrendo, al\u00e9m de pandemia, mas pude reverter a fase adversa da empresa. Permaneci nessa posi\u00e7\u00e3o at\u00e9 2021, quando considerei meus compromissos devidamente conclu\u00eddos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Adoro o Chile e estava me divertindo bastante na G4S, mas al\u00e9m dos riscos da Covid-19 e, por conseguinte, da dist\u00e2ncia da fam\u00edlia, ainda sofri um grave acidente de bicicleta. Enfim, percebi a necessidade de estar mais pr\u00f3ximo da minha esposa Carla e dos meus filhos Marcella e Leonardo. Tudo isso me levou a pensar em promover outra movimenta\u00e7\u00e3o e me encontrei novamente em busca de op\u00e7\u00f5es que pudessem aquiescer \u00e0s minhas aspira\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Os desafios e os aprendizados como CEO da Epson<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Em julho de 2021, a Epson surgiu em minha vida, incorporando um universo de possibilidades com as quais j\u00e1 era proficiente. Detinha as aptid\u00f5es requeridas por ter atuado com tecnologia, gr\u00e1fica e, al\u00e9m disso, tratava-se de uma empresa japonesa, alocada em S\u00e3o Paulo. Enfim, jamais descartaria essa chance de estabelecer outra transi\u00e7\u00e3o com tantos pontos positivos, com a meta de alcan\u00e7ar n\u00edveis mais elevados.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Enalte\u00e7o o fato de que preciso lidar com desafios que somente me auxiliam a incrementar o meu desenvolvimento. Na Epson, fa\u00e7o com que as pessoas compreendam o valor agregado e conhe\u00e7am o portf\u00f3lio da empresa. Tornar esse portf\u00f3lio mais vis\u00edvel \u00e9 um dos meus objetivos primordiais, assim como analisar com ast\u00facia como as pessoas compram e consomem. Atualmente, \u00e9 pr\u00e9-requisito se preocupar com assuntos que no passado n\u00e3o havia tamanha visibilidade, como a quest\u00e3o da&nbsp;<strong>diversidade e da inclus\u00e3o<\/strong>, e, para tal, estar em constante adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 de suma import\u00e2ncia.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Tendo em vista todas as experi\u00eancias supracitadas, destaco que sempre ocupei posi\u00e7\u00f5es as quais tive que resolver grandes problemas ou situa\u00e7\u00f5es que outras pessoas n\u00e3o conseguiam solucionar. Ou seja, considero a minha caminhada, alicer\u00e7ada nos \u00faltimos vinte anos, como muito bem realizada, haja vista a forma como superei in\u00fameros obst\u00e1culos, identificando as falhas e montando estrat\u00e9gias para poder seguir adiante. E o mais importante: sempre fundamentado pela minha viv\u00eancia comercial, com foco na vis\u00e3o de cliente e nas pessoas envolvidas, gerando resultados.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>\u00c9 o grande legado que pretendo deixar: construir um mundo melhor por meio da rela\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima com todas as pessoas e manter-se conectado \u00e0s constantes mudan\u00e7as&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Aproveito para real\u00e7ar o momento em que estabeleci como prioridade absoluta tomar as \u201cr\u00e9deas da minha carreira\u201d. Durante uma conversa com uma reitora de uma reconhecida universidade norte-americana, fal\u00e1vamos sobre desenvolvimento de carreira. No Brasil, quando perguntamos \u00e0s pessoas como estas entraram numa empresa, a grande maioria menciona que fora convidada para participar de um processo seletivo. Nos Estados Unidos, \u00e9 diferente, pois a resposta invariavelmente consiste em dizer: \u201cEu me apliquei para tal posi\u00e7\u00e3o\u201d, escancarando essa diferen\u00e7a cultural e estrat\u00e9gica. Embaso o meu racioc\u00ednio em cima desse tema. Simplesmente, parei de esperar ser chamado para as vagas que me agradavam e assumi uma nova postura.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m disso, demonstrei a coragem de mudar de segmento \u2013 migrar para uma \u00e1rea desconhecida ajudou muito a abrir a minha cabe\u00e7a, a compreender um novo neg\u00f3cio, real\u00e7ando a capacidade de operar em nichos distintos. Assim, pude me destacar dentro de ambientes mais competitivos, aliando-se a isso a viabilidade de conquistar conhecimentos, tornando-me um profissional com habilidades multidisciplinares.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>A filosofia de aprender com todos e investir na inclus\u00e3o<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ressalto o valor de n\u00e3o aguardar que as pessoas criem as oportunidades para mim.&nbsp;N\u00e3o h\u00e1 margem para esse luxo. As oportunidades precisam ser constru\u00eddas, precisamos batalhar pelas chances, amparados em planejamento. Outro ponto a ser examinado refere-se ao indiv\u00edduo que se considera um conhecedor de tudo, pois isso acarreta, invariavelmente, no comodismo \u2013 n\u00e3o podemos estar confort\u00e1veis nunca; o ambiente \u00e9 hostil, mut\u00e1vel, exigente e competitivo.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Neste aspecto, o l\u00edder deve fugir, incessantemente, da zona de conforto, permanecendo em constante transforma\u00e7\u00e3o, apto a se adaptar, aprendendo sempre. As coisas mudam com uma velocidade imensa, e isso requer estar antenado a tudo. Outra virtude primordial \u00e9 a habilidade de ser inclusivo, abra\u00e7ar a diversidade, haja vista que isso prov\u00e9m muitos benef\u00edcios, com a fus\u00e3o de vis\u00f5es diferentes, al\u00e9m de ser socialmente preciso. Inclusive, recentemente, terminei um curso de GMP (<em>General Management Program<\/em>) na Universidade da Calif\u00f3rnia em Los Angeles (UCLA), em que foi bastante abordado como se d\u00e3o as situa\u00e7\u00f5es de insucesso no mercado, em fun\u00e7\u00e3o da falta de se discutir a diversidade, de forma inclusiva. Existem in\u00fameros&nbsp;<em>cases<\/em>&nbsp;de epis\u00f3dios catastr\u00f3ficos por conta desse lapso \u2013 \u201cesqueceram\u201d de perguntar para grupos distintos.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Acrescento ainda a quest\u00e3o da globaliza\u00e7\u00e3o. O l\u00edder precisa explorar o todo \u2013 a crise da economia estadunidense, impreterivelmente, afetar\u00e1 o Brasil, \u00e9 imprescind\u00edvel, portanto, estar preparado e passar isso para os funcion\u00e1rios. Portanto, aponto a adaptabilidade \u00e0 cultura da empresa como um fator diferenciado para ser considerado na forma\u00e7\u00e3o das equipes. As culturas s\u00e3o diferentes, e verifiquei isso por onde estive.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Ao analisar as habilidades, procuro equilibrar o conhecimento e o potencial. Muitas vezes, ressalto o valor de n\u00e3o aguardar que as pessoas criem as oportunidades para mim, ao passo que os&nbsp;<em>soft skills<\/em>&nbsp;s\u00e3o mais dif\u00edceis de serem obtidos. No meu caso, n\u00e3o temo e sempre busco contratar pessoas melhores que eu. Preciso delas.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>A minha teoria parte da filosofia de aprender com todo mundo, aproveitando o m\u00e1ximo das virtudes das pessoas, inclusive de alguns chefes, dos quais nem sequer houve alinhamento de ideias. \u00c9 preciso ser humilde para reconhecer como cada indiv\u00edduo det\u00e9m a sapi\u00eancia no ato de ensinar algo. A grande parte dos meus aprendizados veio debaixo para cima, tendo em vista a interlocu\u00e7\u00e3o junto \u00e0s equipes, auxiliando-me a refletir e a me aprimorar.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>O sonho deve ser estruturado em uma estrat\u00e9gia s\u00f3lida<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Evidentemente, fa\u00e7o a minha parte, e real\u00e7o a relev\u00e2ncia de estar estudando continuadamente. O ambiente acad\u00eamico \u00e9 muito importante por guarnecer constantes atualiza\u00e7\u00f5es e, eventualmente, at\u00e9 estimular intera\u00e7\u00f5es com profissionais do mundo inteiro. Outro aspecto inerente \u00e0 maneira como atuo abrange a pertin\u00eancia de se estar em campo. Essa atitude significa sentar-se para interagir com os funcion\u00e1rios \u2013 seja com o diretor respons\u00e1vel, o analista, e at\u00e9 o promotor alocado no ponto de venda. Assim, torna-se mais coerente compreender o que est\u00e1 acontecendo no dia a dia, propiciando estar em contato com o cliente. Frequentemente, visito esse p\u00fablico, dialogo, observando&nbsp;<em>in loco<\/em>, tendo em vista realizar ajustes, quando se faz necess\u00e1rio. Saber escutar ajuda a conter poss\u00edveis cen\u00e1rios de crises.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>*<\/strong>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>\u201cCostumo indagar aos jovens sobre planos futuros, com uma pergunta simples: \u2018Qual a diferen\u00e7a entre um sonho e um plano? Por exemplo: voc\u00ea quer ganhar na loteria?\u2019. Todo mundo diz que sim, mas 99% desse grupo nem sequer jogam.&nbsp;<\/em>&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><em>Enfim, existe o sonho, mas falta o plano. \u00c9 vital estabelecer uma estrat\u00e9gia, n\u00e3o apenas se amparar no l\u00fadico, justamente para poder corrigir, errar enquanto h\u00e1 essa possibilidade, e n\u00e3o ficar esperando que o sucesso caia do c\u00e9u. Em suma, trata-se de idealizar uma meta e trabalhar com tenacidade e lucidez para alcan\u00e7\u00e1-la. \u201d<\/em>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nome completo: Henrique Joji Sei Nacionalidade: Brasileiro Forma\u00e7\u00e3o: Arquitetura e Urbanismo pela FAUUSP Ocupa\u00e7\u00e3o: CEO na Epson do Brasil Henrique Joji Sei, CEO na Epson do Brasil, \u00e9 um executivo brasileiro de origem japonesa nascido em 19 de julho de 1970 em S\u00e3o Paulo. 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