{"id":5193,"date":"2023-10-11T23:39:11","date_gmt":"2023-10-12T02:39:11","guid":{"rendered":"https:\/\/editoragp.com.br\/?p=5193"},"modified":"2023-10-11T23:41:44","modified_gmt":"2023-10-12T02:41:44","slug":"alessandra-marinheiro-vice-presidente-de-novos-negocios-latam-na-contourglobal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/editoragp.com.br\/?p=5193","title":{"rendered":"Alessandra Marinheiro &#8211; Vice-Presidente de Novos Neg\u00f3cios LATAM na ContourGlobal."},"content":{"rendered":"\n<h1 class=\"wp-block-heading\">Tudo come\u00e7a com boas inspira\u00e7\u00f5es e uma vis\u00e3o pragm\u00e1tica diante da vida<\/h1>\n\n\n\n<p>Na coluna desta semana, conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de Alessandra Marinheiro &#8211; Vice-Presidente de Novos Neg\u00f3cios LATAM na ContourGlobal.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/classic.exame.com\/wp-content\/uploads\/2022\/09\/Blog-Historias-de-sucesso-23.09.jpg?quality=70&amp;strip=info&amp;w=1024\" alt=\" (Blog\/Reprodu\u00e7\u00e3o)\"\/><\/figure>\n\n\n\n<p>(Blog\/Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/exame.com\/colunistas\/historias-de-sucesso\/ultimas-noticias\/\">Hist\u00f3rias de sucesso<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Publicado em&nbsp;23 de setembro de 2022 \u00e0s,&nbsp;10h50.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Por Fabiana Monteiro<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Sou nascida e criada na capital paulista, no bairro de Pinheiros. Minha inf\u00e2ncia foi marcada por um conv\u00edvio familiar intenso. Eu, meus pais e dois irm\u00e3os mor\u00e1vamos perto de muitos parentes. Nos fins de semana, est\u00e1vamos sempre reunidos na casa do meu av\u00f4 paterno, principalmente, para os c\u00e9lebres almo\u00e7os de domingo. Nos feriados, o local de encontro predileto era o s\u00edtio dos meus av\u00f3s maternos, em Atibaia (SP). Onde quer que fosse, a casa estava sempre cheia e rodeada de fam\u00edlia. Foi uma inf\u00e2ncia feliz e tranquila.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse ambiente acolhedor me permitiu receber as boas influ\u00eancias que tinha em casa. Com orgulho, digo que meu av\u00f4 materno foi uma grande inspira\u00e7\u00e3o na vida. Imigrante italiano, ele carregava a for\u00e7a, a coragem e a determina\u00e7\u00e3o dessas pessoas que deixaram sua terra-natal no per\u00edodo do p\u00f3s-guerra, e reconstru\u00edram suas hist\u00f3rias no Brasil, \u00e0 base de muita luta, de senso de oportunidade e de disposi\u00e7\u00e3o para o trabalho. Executivo de vendas e empreendedor bem-sucedido, ele me inspirou tamb\u00e9m na trajet\u00f3ria profissional, pois, por sua influ\u00eancia, decidi cursar a faculdade de Administra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Minha entrada no ensino superior reflete tamb\u00e9m tra\u00e7os marcantes da minha personalidade que s\u00e3o de uma vis\u00e3o otimista e de uma atitude muito pr\u00e1tica diante da vida. Quando tive que escolher o curso que faria, comprei um tipo de guia que se vendia na \u00e9poca para aspirantes ao ensino superior \u2013 um livro que resumia as principais caracter\u00edsticas, o perfil do egresso e outras informa\u00e7\u00f5es de praticamente todos os cursos universit\u00e1rios. Uma leitura r\u00e1pida bastou para eliminar 90% das op\u00e7\u00f5es. Meu crit\u00e9rio era simples: eu queria uma forma\u00e7\u00e3o que me permitisse rapidamente fazer est\u00e1gio e ingressar no mercado de trabalho, pois o meu objetivo era crescer profissionalmente, ter uma carreira de sucesso, conquistar a independ\u00eancia financeira.<\/p>\n\n\n\n<p>Por fim, a minha d\u00favida era entre Administra\u00e7\u00e3o, Economia e algumas \u00e1reas da Engenharia. E optei por Administra\u00e7\u00e3o, n\u00e3o s\u00f3 pela influ\u00eancia do meu av\u00f4, mas tamb\u00e9m por ser uma \u00e1rea abrangente, que me permitiria conhecer as diversas partes de uma empresa \u2013 e eu n\u00e3o sabia ainda exatamente em qual delas me especializaria. Foi uma escolha intuitiva, mas, ao mesmo tempo, precocemente consciente, pois eu estava com 17 anos. Assim, antes mesmo da maioridade, entrei no ensino superior, na Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica de S\u00e3o Paulo (PUC-SP).<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Todas as experi\u00eancias s\u00e3o oportunidades de aprendizado<\/h2>\n\n\n\n<p>Esse meu jeito pr\u00e1tico me fez come\u00e7ar a trabalhar ainda na adolesc\u00eancia, nos neg\u00f3cios do meu pai, fazendo bicos, pois eu queria a minha independ\u00eancia financeira. Aos 16 anos, consegui meu primeiro emprego com carteira assinada. Fui vendedora de uma loja de roupa, nos Jardins. Cheguei a ganhar um pr\u00eamio de melhor vendedora do ano, o que me permitiu conhecer o Rio de Janeiro \u2013 era uma marca carioca e houve um encontro das melhores vendedoras na matriz. Foi a primeira vez que viajei sozinha, a primeira viagem de avi\u00e3o e, tamb\u00e9m, a primeira vez que meus olhos brilharam por uma conquista de trabalho. Al\u00e9m da independ\u00eancia financeira, da vontade de viver grandes experi\u00eancias, de conhecer novos lugares, de viajar, de crescer pessoal e profissionalmente, tornou-se, desde ent\u00e3o, uma motiva\u00e7\u00e3o para mim.<\/p>\n\n\n\n<p>Entrei na faculdade com esse desejo. Optei pelo curso noturno, justamente para poder trabalhar ou fazer est\u00e1gio durante o dia. J\u00e1 no come\u00e7o do curso, consegui uma oportunidade no Citibank, na central de atendimento \u2013 naquela \u00e9poca, cada banco tinha a sua pr\u00f3pria. Foi uma \u00f3tima experi\u00eancia, pois tive meu primeiro contato com o mundo financeiro, que se tornaria, na sequ\u00eancia, um dos eixos da minha carreira. Comecei no atendimento a pessoa f\u00edsica, depois fui transferida para o setor de pessoas jur\u00eddicas. Assim, ainda que superficialmente, aprendi o que \u00e9 uma aplica\u00e7\u00e3o financeira, como se faz um investimento, como funciona um esquema de pagamentos etc. Pode parecer pouco, mas, na \u00e9poca, foi uma \u00f3tima oportunidade de aprendizado, que eu soube aproveitar muito bem.<\/p>\n\n\n\n<p>Essa passagem pelo Citibank contribuiu para que, no terceiro ano do curso, eu conseguisse uma vaga de&nbsp;<em>trainee<\/em>&nbsp;na Trevisan, na \u00e1rea de consultoria. Escolhi essa \u00e1rea, pois, nesse momento, eu j\u00e1 sabia que queria trabalhar na \u00e1rea financeira. Foi um per\u00edodo intenso. Eu trabalhava muito. Eram horas e mais horas de dedica\u00e7\u00e3o. Mas, novamente, n\u00e3o desperdicei a chance de adquirir conhecimento. Eu trabalhava com an\u00e1lise financeira, avalia\u00e7\u00e3o de empresas,&nbsp;<em>due diligence<\/em>&nbsp;etc. Aprendi muito sobre contabilidade, modelagem financeira, dentre outras coisas, mais at\u00e9 que estava aprendendo na faculdade.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de um ano na Trevisan, j\u00e1 contratada como Analista, mas ainda no in\u00edcio da carreira, aconteceu um epis\u00f3dio que marcaria para sempre a minha trajet\u00f3ria. Um dia, o diretor da \u00e1rea de consultoria me chamou e me levou at\u00e9 a sala de um ex-gerente que tinha sa\u00eddo da empresa. Esse ex-gerente estivera \u00e0 frente de um grande projeto, contratado pelo Governo Brasileiro e executado por um cons\u00f3rcio de empresas, formado por empresas de engenharia, de auditoria e de consultorias financeiras \u2013 a Trevisan era a l\u00edder desse cons\u00f3rcio. O objetivo do projeto era fazer um abrangente estudo sobre modelos de sistema el\u00e9trico, comparando experi\u00eancias e caracter\u00edsticas de v\u00e1rios pa\u00edses, e identificando caminhos poss\u00edveis para o Brasil. Na \u00e9poca, estavam come\u00e7ando as privatiza\u00e7\u00f5es dos setores de infraestrutura, incluindo o de energia.<\/p>\n\n\n\n<p>A sala do tal ex-gerente era pequena (n\u00e3o mais que 5 m2) e estava desocupada, por\u00e9m com um ac\u00famulo de relat\u00f3rios. O diretor disse: \u201cEst\u00e1 vendo essa sala? Ent\u00e3o, d\u00e1 uma arrumada nessa bagun\u00e7a, por favor. Veja se todas as consultorias entregaram os relat\u00f3rios, se est\u00e1 tudo certinho. Faz um \u00edndice do que tem a\u00ed, organiza tudo, porque pode ser que a gente precise disso\u201d. Outras pessoas poderiam ter visto isso como uma tarefa entediante, mas eu vi como uma oportunidade de aprendizado. \u00c9 verdade que eu n\u00e3o tinha alternativa: tive que fazer o que o diretor mandou. Mas, fui al\u00e9m. N\u00e3o apenas arrumei os documentos, como arranjei tempo para ler cada um deles. Foi como fazer uma p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em setor el\u00e9trico, pois havia muito conhecimento condensado naquela \u201cbagun\u00e7a\u201d. Assim, adquiri um volume incalcul\u00e1vel de conhecimento sobre um assunto extremamente relevante.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco tempo depois, a Trevisan foi contratada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES) para fazer a avalia\u00e7\u00e3o e a precifica\u00e7\u00e3o de duas distribuidoras de energia que seriam privatizadas. Inevitavelmente, fui inclu\u00edda na equipe e com isso, dei um imenso \u201csalto de crescimento\u201d em minha carreira: trabalhei junto com o BNDES, ajudei a fazer a modelagem financeira que determinou o pre\u00e7o m\u00ednimo das empresas no leil\u00e3o, participei de reuni\u00f5es com investidores internacionais, enfim, tive uma grande exposi\u00e7\u00e3o e fui protagonista nesse processo. E nunca mais sa\u00ed do setor el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p>Toda essa ascens\u00e3o pela qual passei na Trevisan, e que foi determinante em minha trajet\u00f3ria, come\u00e7ou com um \u201ccastigo\u201d, ou seja, um trabalho que me mandaram fazer, que parecia meramente burocr\u00e1tico e de menor valor. No entanto, esse trabalho praticamente me deu a minha \u00e1rea de especializa\u00e7\u00e3o. Por isso digo que tudo o que acontece na vida, todas as experi\u00eancias pelas quais passamos, qualquer desafio ou tarefa que enfrentamos, s\u00e3o oportunidades de aprendizado. N\u00e3o importa se \u00e9 algo \u201cmenos importante\u201d ou at\u00e9 uma posi\u00e7\u00e3o fora de sua \u00e1rea de forma\u00e7\u00e3o (como era o trabalho de atendente no Citibank), pois \u00e9 preciso buscar aprendizado, evoluir, adquirir conhecimento com o que est\u00e1 dispon\u00edvel, ao \u201calcance da m\u00e3o\u201d, e aquilo que estamos fazendo em cada momento. Ningu\u00e9m cresce apenas nos acontecimentos grandiosos. Ao contr\u00e1rio, \u00e9 justamente o aprendizado acumulado, nas pequenas experi\u00eancias, que nos leva \u00e0s melhores oportunidades e aos grandes feitos.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de tr\u00eas anos na Trevisan, era chegada a hora de al\u00e7ar novos voos. Uma das empresas que ganhou o leil\u00e3o das distribuidoras foi a norte-americana AES, que estava entrando no Brasil, e montando seu primeiro escrit\u00f3rio aqui. Eles me convidaram para integrar a equipe que tinha como meta consolidar a presen\u00e7a da empresa no Brasil. Na \u00e9poca, era uma empresa desconhecida no Brasil, e bem menor que seu tamanho atual. Meus colegas de Trevisan tentaram me dissuadir da ideia, dizendo que seria uma loucura trocar uma posi\u00e7\u00e3o est\u00e1vel em uma empresa consolidada por uma aventura. Mas, o convite da AES fez meus \u201colhos brilharem&#8221;, pois era a chance de trabalhar em uma multinacional norte-americana, que cresceria no pa\u00eds, permitindo que eu crescesse junto, pareceu imperd\u00edvel.<\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">S\u00e3o os desafios que constroem a trajet\u00f3ria profissional<\/h2>\n\n\n\n<p>Acredito que uma carreira de sucesso exige isso: disposi\u00e7\u00e3o para assumir risco, para sair da zona de conforto, para buscar novos desafios. Isso prevalece especialmente para o come\u00e7o da carreira, quando somos mais jovens e temos mais margem para errar, para refazer a rota se for preciso, para tentar de novo no futuro. \u00c9 importante saber tamb\u00e9m que n\u00f3s nunca estamos 100% preparados para todos os desafios. Nessa ocasi\u00e3o, tive que fazer uma entrevista em ingl\u00eas, pois precisaria reportar indiretamente para um chefe norte-americano. Eu nunca tinha vivenciado isso, e s\u00f3 tinha o dom\u00ednio b\u00e1sico do idioma. Mas, entendi que isso era parte do desafio. Ent\u00e3o, fui em frente e deu certo.<\/p>\n\n\n\n<p>Quando entrei na AES, integrei uma equipe respons\u00e1vel pelos novos neg\u00f3cios, que eram as aquisi\u00e7\u00f5es e as participa\u00e7\u00f5es em empresas do setor el\u00e9trico. Nessa \u00e9poca, a AES cresceu muito, ganhou muitos leil\u00f5es e adquiriu muitas participa\u00e7\u00f5es. Meu trabalho era entender cada neg\u00f3cio, e fazer a an\u00e1lise financeira do investimento.<\/p>\n\n\n\n<p>Depois de alguns anos, no entanto, dei mais um \u201csalto de crescimento\u201d na carreira. Foi montada uma equipe para construir uma usina em Uruguaiana (RS), na fronteira da Argentina e Uruguai. O respons\u00e1vel pelo projeto me convidou para comandar n\u00e3o s\u00f3 a parte financeira, mas toda a parte comercial, regulat\u00f3ria, busca por financiamentos, negocia\u00e7\u00f5es de contratos, enfim, tudo o que n\u00e3o era a obra propriamente dita. Fui promovida, ent\u00e3o, e de Analista Financeira era Gerente Financeiro-Comercial. Logo, tive envolvimento com temas completamente novos para mim. Foi um per\u00edodo de muito trabalho. E, especialmente, muitas viagens a trabalho. Metade do tempo eu passava&nbsp;<em>in loco<\/em>, na obra. A outra metade era dividida entre Rio de Janeiro, Bras\u00edlia e outros lugares. Foi nessa mesma \u00e9poca que eu me casei e tive dois filhos. Lembro de ir e voltar algumas vezes de Uruguaiana quando estava gr\u00e1vida. \u00c9 importante dizer que isso tamb\u00e9m faz parte do \u201cpacote\u201d carreira de sucesso.<\/p>\n\n\n\n<p>Neste per\u00edodo tamb\u00e9m fiz meu MBA Executivo, na Coppead\/UFRJ. Afinal, aprender na pr\u00e1tica \u00e9 fundamental, mas educa\u00e7\u00e3o formal tamb\u00e9m \u00e9 indispens\u00e1vel. \u00c9 importante voltar aos \u201cbancos escolares\u201d de tempos em tempos, n\u00e3o s\u00f3 para aumentar o repert\u00f3rio e para adquirir novos conhecimentos, mas tamb\u00e9m para organizar e disciplinar o conhecimento que adquirimos na pr\u00e1tica. Nesse sentido, foi importante para mim \u2013 e essa \u00e9 uma dica que compartilho \u2013 fiz um intervalo de seis anos entre a conclus\u00e3o da gradua\u00e7\u00e3o e a realiza\u00e7\u00e3o do MBA, pois pude acumular muito conhecimento pr\u00e1tico e, assim, dialogar melhor com a teoria.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalizado o projeto da usina, fui morar em S\u00e3o Paulo, j\u00e1 como Diretora Comercial da AES Tiet\u00ea. Eu era respons\u00e1vel pela \u00e1rea comercial e pelos projetos especiais. Foi mais um per\u00edodo movimentado na minha carreira. Participei de muitas negocia\u00e7\u00f5es, em particular da reestrutura\u00e7\u00e3o de um&nbsp;<em>Bond<\/em>&nbsp;que a empresa havia emitido nos Estados Unidos, e foi quando o Brasil enfrentou o problema do racionamento de energia, o que certamente marcou a carreira de quase todos que trabalhavam no setor el\u00e9trico.<\/p>\n\n\n\n<p>Finalmente, depois de 12 anos, a AES passou por uma mudan\u00e7a, e decidiu suspender novos investimentos no Brasil. Assim, a \u00e1rea que eu dirigia deixou de existir, ent\u00e3o fui desligada da empresa.<\/p>\n\n\n\n<p>Considero que a minha passagem pela AES foi bem longa em compara\u00e7\u00e3o aos padr\u00f5es atuais, mas n\u00e3o foi uma passagem est\u00e1tica ou mon\u00f3tona. Ao contr\u00e1rio, foi uma trajet\u00f3ria ascendente e diversificada \u2013 de Analista \u00e0 Diretora Estatut\u00e1ria \u2013 em que atuei nas variadas frentes, desde a an\u00e1lise financeira at\u00e9 o acompanhamento de obras, passando pelas \u00e1reas comercial e regulat\u00f3ria. Participei de grandes aquisi\u00e7\u00f5es e de negocia\u00e7\u00f5es internacionais, pois a usina de Uruguaiana comprava g\u00e1s da Argentina, o que me obrigou a aprender espanhol. Assim, reitero a li\u00e7\u00e3o sobre nunca se acomodar, n\u00e3o permanecer na zona de conforto e buscar sempre novos desafios. Mas, isso n\u00e3o significa, obrigatoriamente, mudar de empresa v\u00e1rias vezes ou estar sempre recome\u00e7ando do zero. O importante \u00e9 estar em movimento, aprender coisas novas, encontrar novos meios de agregar valor, mesmo permanecendo por anos em uma mesma organiza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2009, fui convidada para me juntar \u00e0 ContourGlobal. A hist\u00f3ria parecia repetida: um grupo norte-americano, ligado ao setor el\u00e9trico, come\u00e7ando no mercado brasileiro. Fui contratada como Diretora de Novos Neg\u00f3cios, justamente para identificar oportunidades de crescimento da empresa no Brasil. Assim, uma nova temporada de desafios foi aberta em minha carreira. Na \u00e9poca, os primeiros grandes parques e\u00f3licos estavam sendo viabilizados, e havia muito investimento em pequenas centrais hidrel\u00e9tricas, dessa maneira mais uma vez tive a oportunidade de conhecer novidades e de concretizar o crescimento da empresa no Brasil. Na ContourGlobal tive a possibilidade de atuar em posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a, como CEO Brasil e Vice-Presidente Executiva, no Brasil e na Am\u00e9rica Latina, al\u00e9m de ocupar assentos em Conselhos de empresas investidas, associa\u00e7\u00f5es e Comit\u00eas no Brasil e no exterior, o que trouxe um amadurecimento profissional e pessoal.<\/p>\n\n\n\n<p>Nesse per\u00edodo, consolidar minha experi\u00eancia internacional foi desafiador e gratificante. Mas, nesse momento, a capacidade de aprender na pr\u00e1tica, com as experi\u00eancias, j\u00e1 fazia parte de meu \u201cDNA\u201d. Liderei transa\u00e7\u00f5es no Peru, na Col\u00f4mbia, no M\u00e9xico e noutros pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina, e a cada novo neg\u00f3cio aprendia mais sobre a cultura e o ambiente de neg\u00f3cios dos pa\u00edses em que atuei.<\/p>\n\n\n\n<p>Assim, acredito que o l\u00edder nos dias de hoje precisa estar continuamente se aperfei\u00e7oando e buscando desafios. N\u00e3o se trata apenas de fazer cursos (ainda que educa\u00e7\u00e3o formal seja necess\u00e1ria), mas tamb\u00e9m aprender na pr\u00e1tica, com o que se est\u00e1 fazendo, al\u00e9m de ler, de se instruir e de aprender com as pessoas. E algo muito importante, n\u00e3o ter medo de voltar atr\u00e1s e corrigir o rumo, quando necess\u00e1rio.<\/p>\n\n\n\n<p>Comprometimento, transpar\u00eancia, assertividade e trabalhar de forma cooperativa com sua equipe tamb\u00e9m s\u00e3o cruciais para se evoluir como l\u00edder. Outro ponto importante \u00e9 estimular a autonomia da equipe, preocupando-se com o seu desenvolvimento profissional. Quanto mais complexos foram os projetos que liderei mais eu precisei me apoiar na equipe, e ter o seu comprometimento e o alinhamento de objetivos.<\/p>\n\n\n\n<p>Deixarei mais uma dica que \u00e9: o l\u00edder precisa aprender sempre, com tudo e com todos, para nunca parar de evoluir, e de trabalhar de forma cooperativa e integrada com sua equipe.<\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/exame.com\/noticias-sobre\/carreira-e-salarios\/\">carreira-e-salarios<\/a><a href=\"https:\/\/exame.com\/noticias-sobre\/empreendedorismo\/\">Empreendedorismo<\/a><a href=\"https:\/\/exame.com\/noticias-sobre\/mercado-de-trabalho\/\">mercado-de-trabalho<\/a> #Exame #Hist\u00f3riasdeSucesso #Editoraglobalpartners<\/p>\n\n\n\n<p>Colunista da  Exame Hist\u00f3rias de sucesso  &#8211; Fabiana Monteiro <\/p>\n\n\n\n<p><a href=\"https:\/\/exame.com\/colunistas\/historias-de-sucesso\/tudo-comeca-com-boas-inspiracoes-e-uma-visao-pragmatica-diante-da-vida\/\">https:\/\/exame.com\/colunistas\/historias-de-sucesso\/tudo-comeca-com-boas-inspiracoes-e-uma-visao-pragmatica-diante-da-vida\/<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tudo come\u00e7a com boas inspira\u00e7\u00f5es e uma vis\u00e3o pragm\u00e1tica diante da vida Na coluna desta semana, conhe\u00e7a a hist\u00f3ria de Alessandra Marinheiro &#8211; Vice-Presidente de Novos Neg\u00f3cios LATAM na ContourGlobal. 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